COVID-19: Calma, a mídia esta matando mais

COVID-19: Calma, a mídia esta matando mais

08/06/2020 4 By Rogerio Lemos

Antes de mostrar a verdade sobre o terrorismo da mídia, vou responder duas perguntas: o vírus é real? Sim. É perigoso? Sim, principalmente ao grupo de risco.

Para melhor entendimento do que será exposto a seguir, vamos primeiro compreender o jogo da mídia.

Onde os jornalistas abusam de uma técnica chamada de figura de linguagem, assim eles conseguem distorcer a realidade sem cair em noticias falsas (fake news).

FIGURA DE LINGUAGEM

Figuras de linguagem, figuras de estilo ou figuras de retórica são estratégias que o orador (ou escritor) pode aplicar ao texto para conseguir um determinado efeito na interpretação do ouvinte (ou leitor). Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. Vejamos abaixo um exemplo clássico em que o autor da matéria usou da técnica para influenciar no pânico.

Matéria do G1 Rondônia

 

Na matéria do G1 Rondônia, o jornalista poderia simplesmente dizer que o estado possuía na época, apenas 06 casos, mas dito nessas palavras ia soar tranquilo, então afirmar que subiu em 500% é mais aterrorizante. É assim que funciona a figuração de linguagem, o autor da matéria não mente em dizer que houve aumento em 500%, mas para quem lê apenas o título da matéria, causa espanto, não acha? E para completar, no subtítulo, ele ainda faz uma comparação com a Bahia, dizendo que o estado de Rondônia tem mais casos que no estado nordestino, por que a comparação não é com um estado onde Rondônia teria menos caso?

Outro fator que devemos levar em consideração é a transferência da culpa para terceiros. Se uma opinião causa pânico e é alarmante — então é levada a sério, caso contrário, não darão a mínima —, veja exemplo, ainda em Rondônia.

Matéria do G1 Rondônia

Bom, escrevo este artigo em Junho e o número de casos em Rondônia é 8.110 dia 07/06/2020, subtraindo pelos casos recuperados e óbitos (incluindo óbitos suspeitos) que foram 3.083 e 235 respectivamente, temos então: 4.792 casos ativos no estado. Podemos dizer que o Cremero estava 99% errado. Mas não importa a loucura da análise, mas sim o pânico que ela poderá gerar.

Fonte dos dados mencionados acima: boletim diário sobre coronavírus em Rondônia

Um biólogo que ficou conhecido pelos seus vários erros de previsão disse a revista VEJA que o vírus que veio da China poderia matar até um milhão no país em pouco tempo. (este mesmo biólogo é quem faz lives com o SENADO e a CÂMARA dos deputados, ditando alguns conselhos)

Matéria da revista VEJA

Percebemos que quase nunca você encontra informações otimistas nos grande veículos de mídia, assuntos como recuperados e a eficácia da hidroxicloroquina ficam meio de lado. Mas este assunto fica para um próximo artigo, vou focar no terrorismo que fazem ao divulgar os óbitos.

DIVULGAÇÃO DE ÓBITOS

A forma como os atestados de óbitos chegam ao Ministério da Saúde, oriundos das Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, estão causando muito trabalho e dor de cabeça ao Governo Federal, por diversos motivos, um deles é saber quem de fato faleceu de COVID, com COVID, sem COVID ou ainda os suspeitos.

Falência por Covid: alguém que estava saudável (podendo ser grupo de risco ou não), contraiu o vírus e faleceu.

Falência com Covid: alguém que estava infectado com o vírus, podendo ser assintomático ou não, mas morreu de AVC, ou sofreu algum tipo de fratura em casa, foi para o Hospital e veio a óbito, por exemplo.

Falência sem Covid: sim, até casos em que pessoas estão falecendo, sem sequer, ter os sintomas de covid, os atestados estão tendo como causa coronavírus. Veja o vídeo abaixo:

Como assim? O artista foi atropelado e internado. No hospital, fez dois testes para covid e ambos os resultados foram negativos e mesmo assim seu atestado foi de covid-19?

Por que a emissora mesmo sabendo de tudo isso, inclui a matéria como vitimas de coronavírus? Percebam no vídeo a repórter inicia “números tem rosto”.

Então, as pessoas que estão morrendo pelo coronavírus ou por qualquer outro problema pulmonar, respiratório, enfim, suspeito, deve ser feito o exame, através da cultura do falecido. Porém, o resultado destes exames demoram a sair e logo acumulam, mas quando saem seus resultados, são de vários óbitos de semanas atrás e no mesmo dia. 

No Jornal Nacional, por exemplo, vemos como os âncoras, William bonner e Renata Vasconcelos, com feições dramáticas, noticiam: “Secretarias de Saúde Estaduais registram mais 1.233 óbitos em 24horas”.  O vídeo desta matéria você confere no final do artigo.

Com esta noticia, ficamos simplesmente chocados com a letalidade do vírus e o terror desta pandemia. Só que, se você for esperto, deve ter percebido a figura de linguagem usada durante a divulgação da notícia. Vamos lá.

Nota-se que, em nenhum momento, é dito, “hoje morreram 1.233 pessoas por covid no Brasil”. Ao invés disso trocam pelo foram registrados, usando está segunda expressão escapam de estar cometendo uma notícia falsa, contudo, gerou o pânico nos mais desinformados. Vou justificar minha afirmação.

A notícia citada em que houveram 1.233 registros de óbitos por covid é referente ao dia 04/06/2020.

É neste momento que percebemos ainda mais que o objetivo é gerar pânico. Quando entramos no portal da transparência de registro civil, temos acesso ao número de óbitos por COVID-19 registrados em todo Brasil no dia em que desejar pesquisar. 

No dia 04/06/2020, mesmo dia da matéria citada, o portal registrou 617 óbitos, incluindo suspeitos.

Registro civil

Fonte: Painel de Registro Civil clique aqui para acessar

Mas se nesta data, temos óbitos confirmados e suspeitos por covid 617 registros e o Jornal Nacional noticiou que foram 1.233, por que então o Jornal nacional não esta mentindo e sim usando a técnica de figura de linguagem?

Simplesmente porque como foi dito acima, a âncora não diz que morreram. Ela diz que foram registrados

É usado o termo registrado por que os óbitos devem ser testados para comprovar se realmente a causa da morte foi mesmo covid-19, então, como o resultado demora dias e até semanas para sair, são acumulados e quando tem-se os resultado, saem desta forma, acumulados de várias semanas. A matéria abaixo ajuda a explicar melhor.

Matéria do G1 saúde

Mais uma vez não podemos confiar no título da matéria que, quase sempre é sensacionalista.

Percebam que nunca é: morreram hoje numero x de pessoas por coronavírus, mas sim, registrados em 24 horas, confirmados em 24 horas, dentre outros termos.


Nota[1]: 24 horas não é sempre o mesmo que um dia, exemplo, se eu estou escrevendo este artigo às 03:45 da madrugada de uma sexta-feira, as minhas ultimas 24 horas correspondem desde às 03:45 da quinta-feira até nesta madrugada de sexta. Então estas “24 horas” seria mais uma contribuição para a figuração de linguagem?


Para mais fundamentação do que foi exposto acima, abaixo temos um trecho da matéria publicada pelo Diário do Poder, no dia 03/06/2020, Quarta-feira, um dia antes da exibição do Jornal nacional, que foi posto como exemplo.

“Eduardo de Macário, do ministério da Saúde, diz que os 1.381 óbitos de quarta-feira ocorreram ao longo de 60 dias, sendo 245 em 72 horas.”

Por que será que a extrema mídia não fala destes detalhes? Seria mesmo para criar o pânico na nação e derrubar o Governo que vem trabalhando arduamente?

Para enfatizar ainda mais o que eu disse, veja o vídeo abaixo que foi ao ar no SP-TV, tele jornal da Globo. Na época, São Paulo ainda tinha 188 óbitos por covid (sempre lembrando que estes números contemplam mortes confirmadas e suspeitas.

As 201 amostras de óbitos que estavam suspeitas de ter sido por coronavírus em SP, foram para investigação, destas 201 amostras, 93 saíram o resultado no dia da matéria do vídeo. 

Dos 93 resultados que foram divulgados, apenas 20, isso mesmo, apenas 20 testaram positivos. Infelizmente não soube dos resultados que faltaram.

As chances dos números de óbitos por covid-19 pelo menos no Brasil estarem extremamente inflacionados são enormes, principalmente em São Paulo, por conta do decreto 64880 que segundo a matéria da Folha de São Paulo, Obriga médicos do SAMU a atestar óbitos. Veja abaixo a opinião relatada no Jornal.

DECRETOS DE SÃO PAULO

No decreto Nº  64.880 do dia 20/03/2020 os médicos e outros funcionários do SAMU poderão atestar mortes.

 

Segundo a matéria da Folha, existem chances deste decreto gerar supernotificação de mortes pelo vírus.

Trecho da matéria da folha citada acima

Leia a matéria completa clicando aqui.

COMPARANDO MORTES POR COVID COM OUTRAS MORTES POR PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

Respondendo novamente as perguntas que fiz na introdução do artigo. O vírus é real? Sim. É perigoso? Sim, principalmente ao grupo de risco.

Mas será que o covid-19 realmente é o nosso maior perigo?

Novamente com dados do portal da transparência é possível fazer as comparações com todos os óbitos por problemas respiratórios, pois temos acesso aos dados de 2019 e os de 2020. O período pesquisado da tela abaixo é de 01/jan até o dia 07/jun do anos 2019.

Vejamos o resultado, em 2019 tivemos mortes por questões respiratórias um total de: 478.832. Números extraordinários, certo? Por que não houve noticias sobre isso? E se de agora em diante os governadores resolverem nos privar de tudo, com a justificativa de reduzir estes números. Se a mídia começar a divulgar estas mortes de Pneumonia dirão que há uma epidemia da doença e lá vamos todos nos, novamente ficar em quarentena. Pense sobre isso.

Estes números sendo distributivos da seguinte forma abaixo:

SRAG – 596  / PNEUMONIA – 92.836 / INSUF. RESPIRATORIA – 41.662 / SEPTICEMIA – 74.832 / OUTROS – 2.779

Fonte: Portal da transparecia – registro civil

Mais comparações abaixo.

Pneumonia em 2019, Septicemia em 2019  x Covid-19 em 2020 

PneumoniaPeríodo: 16/Março/2019 até até 08/Junho/2019 => 53.027.

SepticemiaPeríodo: 16/Março/2019 até até 08/Junho/2019 => 40.643.

Covid-19Período: 16/Março/2020 até até 08/Junho/2020 => 45.251.

Dados mortes por causas respiratórias

Fonte: Portal da transparecia – registro civil

 

Dados da COVID-19 

 

Fonte: Portal da transparecia – registro civil

 

Agora a comparação de Pneumonia em 2020, Septicemia em 2020  x Covid-19 em 2020 

Pneumonia – Período: 16/Março/2020 até até 08/Junho/2020 => 43.630.

Septicemia – Período: 16/Março/2020 até até 08/Junho/2020 => 35.460.

Covid-19 – Período: 16/Março/2020 até até 08/Junho/2020 => 45.215.

Fonte: Portal da transparecia – registro civil

Perceberam a grande queda de óbitos por pneumonia em 2020 em relação ao ano anterior? Será se em 2020 estes óbitos não estão sendo notificados como Covid-19? Porém, mesmo com uma bruta diminuição de casos de pneumonia em 2020, ainda assim está matando mais que o vírus vindo da China.

Fonte: portal oficial da transparência (registro civil). para acessar clique aqui.

Abaixo, mais um vídeo em que demonstra novamente a divulgação, grotescamente equivocada, de dados de óbitos.

 

Vamos somar os primeiros dados 3+3+24+51+129+186= 396, por que dizem 848? É uma diferença absurda de mais de 452.

Por que divulgar dados divergente para mais? Aliás, muito mais. Seria para causar pânico? Lembre, estes são programas que saem na TV, você dificilmente terá tempo para fazer as contas, ainda mais com os números bem grande e chamativos dizendo 848 VÍTIMAS, isso fica em seu sub-consciente, mas graças a internet, podemos perceber os erros, seria por isso que querem tanto censurar as redes sociais?

Veja um outro belo exemplo:

Telejornal da Globo em Petrolina.

Se o numero de mortes de um dia para outro permaneceu o mesmo, por que o gráfico cresceu tanto? E perceba ainda a dimensão do numero 8 nos dois gráficos.

O 8 em relação aos 253 (primeiro gráfico), está praticamente igual, como se tivesse acima de 100 mortes.

E no segundo gráfico, em relação ao número 923 está como se tivesse acima de 500 mortes.

DIVULGAÇÃO DOS CASOS

Outro fato que se faz muito o uso da figura de linguagem para mostrar que o país está em uma situação ainda mais delicada é na divulgação dos casos confirmados. Será que mesmo com tanta gente se recuperando e pessoas morrendo, estes os casos só aumentam? Vamos saber agora.

Vejam os prints abaixo:

 

Matéria do blog Correio Brasiliense

Matéria da agência Brasil

Matéria do G1

Matéria do G1

 

Percebam que sempre é, casos confirmados ou confirmam, a importância destes dados são apenas para estatísticas, isso denota que, por exemplo, no dia em que escrevo este artigo 07/06/2020 O Brasil tem 691.962 casos confirmados, porém isso não quer dizer que temos este número de pessoas “formalmente” infectadas no Brasil nesta data, pois devemos fazer a subtração dos casos recuperados que no momento é de: 302.084 e os óbitos que atualmente é de: 36.499 ou seja, o número de casos ativos não é mesmo de casos confirmados, mas sim, a subtração de casos confirmados -(menos) recuperados -(menos) óbitos que dar o resultado = 353.379 casos ativos, quase a metade. Por que isso não é explicado nos meios de comunicação em massa?

Fonte para acessar os dados completos atualizados:

Google: clique aqui    / Microsoft: clique aqui    / Para saber o número de óbitos real registrados no dia: clique aqui

No portal da bing, eles informam da forma mais correta. Conforme veremos a seguir:

Fonte portal Bing, atualizado em 28/07/2020

Eles mostram os casos confirmados e ativos, fatais e recuperados.

Para acessar o rastreamento da Bing, clique aqui.


NOTA[2]O fato de termos subnotificação de casos confirmados de coronavírus no país e a supernotificação de óbitos pelo vírus, nos faz chegar a conclusão de que a letalidade do vírus –Graças a Deus é ainda menor do que a divulgada. Pois há muita gente que contraiu o vírus e se recuperou em casa e ainda tem os casos assintomáticos, que são que pegam se recuperam e nem sabem. Quanto aos óbitos, é muito difícil haver algum sem notificação, pois quem morre passa por autopsia. E se, na autopsia for testado como COVID-19, o falecido entra na estatística de casos confirmados e de óbitos.


Veja no link do vídeo abaixo o Jornal Nacional exibido no dia 04/04/2020, conforme foi citado acima.

https://www.youtube.com/watch?v=7UVU-im_wS0